A regra de oração é a regra da fé. Nós oramos no que acreditamos e acreditamos no que oramos. Cristo entregou aos Seus Apóstolos, não apenas a regra da fé (a Doutrina dos Apóstolos), mas também a regra da oração (A Adoração dos Apóstolos). "Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás no céu..."(S. Lucas 11:2).

Quando S. Paulo deu suas instruções aos coríntios sobre a celebração da comunhão, ele entregou a eles o que recebera do Senhor, repetindo as próprias palavras de Cristo quando agradeceu, partiu o pão e disse, "Tomai e comei; este é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim." (I Cor. 11:24)

Temos como saber de que modo ocorria o culto da Igreja naqueles tempos e podemos experienciar tal culto em nosso contexto atual? A resposta é SIM. Os antigos ofícios de culto da Igreja foram preservados e entregues a nós através da tradição apostólica, e estão sendo vivenciados até hoje não apenas pelas igrejas unidas aos antigos patriarcados do oriente (Antioquia, Jerusalém, Alexandria e Constantinopla), mas também pelas igrejas aqui do ocidente, compostas principalmente de ex-evangélicos, ex-protestantes, ex-carismáticos e ex-católicos que decidiram reunir-se com aquelas antigas sés.

De primeira vista, os ofícios parecem estranhos, rebuscados e longos. Mas um exame cuidadoso das orações e hinos logo revela que a fé ortodoxa cristã está incrustada em todo o culto, fé esta que foi entregue completa e de uma vez por todas.

A palavra "liturgia" significa "trabalho do povo". O culto da Igreja é o trabalho conjunto do Sacerdócio Real (S. Ped. 2:9). A Liturgia é um ato no qual um grupo de pessoas se torna corporalmente o que até então não eram enquanto mero ajuntamento de indivíduos. Cristo permanece como cabeça da congregação, o Sumo-Pontífice... um Ministro (em grego - leitourgos), ou liturgista do santuário e do verdadeiro tabernáculo o qual foi eregido pelo Senhor e não pelos homens. (Heb. 8:2)

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